
Carta: Toc- toc ensurdecedor (O homem)
Resposta: Sir.Arthur Consm Doyle
Londres, outono de 1889
Prezado Homem, quando colocamos nossa mão no fogo todo tempo ali é quase uma eternidade. Quando estamos ao lado de alguém que amamos nem percebemos que o tempo passou e então numa manhã acordamos e já estamos velhos. Mas o que é o tempo? De que mistério são feitos esses sonhos? É o tempo que move o desejo ou é o desejo que move o tempo? Estou no encalço dele e assim que decifrá-lo, encará-lo de frente volto pra te ajudar.
Com carinho sempre,
Sir Arthur consm Doyle.
Carta: 'Na noite passada Margot me contou sobre sua coleção de elefantes' (Lívia-Margot)
Resposta: Sir. Doyle (Del)
Prezada amiga Lívia,
Mesmo dividindo a mesma temporalidade, torna-se difícil saber se estamos no mesmo tempo. Penso ser esse o desafio, vejo cada qual no seu ponteiro e talvez o que nos una sejam acontecimentos quase imperceptíveis como uma velha que deposita sua marmita no lixo. O que há em comum entre nossas estórias é que todos passamos pela mesma praça onde ela está.
Del.
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